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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Audiência pública sobre Práticas Integrativas e Complementares no estado do Paraná.

Dia 13 de setembro de 2011 (hoje), as 10:00h, foi realizada a Segunda Audiência Pública sobre Práticas Integrativas e Complementares na Assembleia Legislativa do estado do Paraná (Plenarinho). Estavam presentes alguns poucos parlamentares, representantes de algumas entidades públicas e privadas, o público composto de terapeutas diversos e docentes, a representação do SATOPAR - incentivadora do evento - e eu, na qualidade de ouvinte e aluno ainda de acupuntura.

Não é tarefa minha colocar um resumo deste encontro, mas como participante passivo deste processo, sinto uma enorme necessidade de compartilhar seus resultados, a fim de que as informações sejam passadas adiante. Como não tenho os dados oficiais do evento, nem estou ligado a sua administração, coloco aqui apenas minhas impressões pessoais sobre o resultado, não citando os nomes dos participantes.

1- O representante da saúde no nível federal deixou bastante claro, que o Ministério quer a "acupuntura" sendo exercida por especialistas dentro de suas respectivas áreas, quando se trata das PIC (práticas integrativas e complementares) e não abre mão disso;

2- O Ministério da saúde no nível federal já fala a linguagem das Racionalidades Médicas (http://caminhosdaenergia.blogspot.com/2011/07/microssistemas-dentro-das.html) e isto parece muito importante, visto que quebra um pouco a hegemonia da medicina ocidental, reconhecendo outras formas de tratar o paciente. Além de algumas racionalidade médicas (como a MTC) o ministério também reconhece algumas técnicas terapêuticas (como as águas termais) dentro das PIC;

3- O estado do Paraná está atrasado em sua implementação das PIC com relação a outros estados da União, mas se começar agora, ficará adiantado pelo menos na região sul. Nosso projeto estadual das PIC está começando agora com esta proposta, que pode melhorar um projeto já em andamento na casa legislativa: tudo que falta é força nossa e vontade política;

4- Não dá para dizer que houve representação das universidades públicas e privadas, mas foi um representante da Universidade Positivo e um da UFPR; claro que o discurso foi neutro e genérico, mas algo de básico deu para captar: UP: mostrou claramente que a profissão do médico não atende a demanda da população, inclusive que pode até ser prejudicial em alguns casos e que a sociedade precisa articular outras formas de gerir a saúde. UFPR: mostrou que a universidade está querendo ensino generalista para médico e não especialista em doenças, e está investindo na pesquisa científica visando a fitoterapia, dentro do contexto das PIC: preocupante ou tranquilizador, isso?

5- Não vi na mesa representatividade de conselhos de classes profissionais de saúde, que estavam presente no primeiro encontro.

6- O discurso político foi neutro e a favor na proposta apresentada, como deveria de ser, pois afinal, político não tem decisão, eles são impulsionados por pressão da sociedade: o lado que mais pressiona é o que faz o político decidir.

7- Posso estar enganado, mas percebi que tinha menos pessoas dos que no primeiro encontro. Onde estão os terapeutas do estado do Paraná, que não fazem pressão política para verem suas necessidades atendidas? mas algumas pessoas se saíram muito bem em seus discursos na tribuna: não tivemos quantidade, mas tivemos qualidade, pois embora o discurso político tenha sido neutro, não o foi assim o discurso da tribuna, pois várias pessoas foram bem incisivas em seus pontos de vistas, deixando bem claro a necessidade de se regulamentar as PIC no estado do Paraná.


Amigo, você que está exercendo acupuntura ou qualquer terapia no estado do Paraná, por que não apareceu para defender sua classe? você sabia - como já coloquei acima -, que o Ministério da Saúde entende que só o profissional especialista deve usar a acupuntura? isso significa que se nossa causa não for para frente, você não terá futuro na saúde coletiva, no mínimo. Você sabe quantos terapeutas estão filiados a algum sindicato? uma miséria... querem os trunfos, mas não querem o suor, assim não dá, né?!! Se você está em Curitiba, é terapeuta, acupunturista e atende domiciliarmente, provavelmente está trabalhando na clandestinidade, pois a prefeitura não libera alvará, a não ser via mandato de segurança.

Quem você acha que briga por estas causas, quando não há um conselho (sim, pois ainda não existe a profissão, apenas uma ocupação)? - são os sindicatos.

Meu amigo, se você não está associado a um sindicato...VOCÊ É UM BURRO!

O SATOPAR está lutando por esta causa, junto aos conselhos, junto à casa legislativa do estado, junto à prefeitura de Curitiba, está fazendo história, está criando as bases da nossa profissão, e o mínimo que todos nós podemos fazer é marcar presença e se filiar a um sindicato - não precisa ser o SATOPAR, mas tem que se filiar, pois andorinha sozinha não faz verão.

George Kieling


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