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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os paradigmas da ciência atual e a acupuntura.

Eu gostaria de colocar aqui minha opinião sobre o significado de "paradigma", mas Palas Athena o coloca tão bem, que se torna impossível não o reproduzir aqui com as suas exatas palavras:

"Visto com benevolência, um paradigma pode ser definido como uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico. Com alguma mordacidade, um paradigma pode também ser visto como o conjunto de procedimentos consagrados, vícios de pensamentos e bloqueios lógico-metafísicos, que obrigam os cientistas de uma determinada época a permanecer confinados ao âmbito do que definiram como seu universo de estudo, e seu respectivo espectro de conclusões adredemente admitidas como plausíveis.

Thomas Kuhn mostrou como os paradigmas determinam a priori o que pode ou não ser aceito como verdadeiro numa determinada época da história da ciência. A fidelidade a um paradigma tem levado sistematicamente respeitáveis pesquisadores a rejeitar segmentos inteiros daquilo que vivenciam, a negar resultados evidentes de seus próprios experimentos, ou a neglicenciar fatos e possibilidades que não escapariam a um juizo ou a um olhar menos comprometidos.

Embora a aderência a um dado paradigma seja indispensável a qualquer empreendimento científico sério, a consequência de um compromisso rígido com seus limites rígidos é bloquear - como frequentemente bloqueia - a interpretação de fatos que fogem ao campo do que o paradigma preestabeleceu como aceitável. Como a totalidade oferece variados e complexos aspectos à observação e à inteligibilidade, o que resulta da adoção não-crítica de um paradigma é o alijamento de continentes inteiros da vivência e da experiência humanas como inadequados a uma abordagem científica. Outra consequência da adoção irrestrita de um paradigma é o estabelecimento de formas específicas de questionar a natureza, limitando e condicionando previamente as respostas que esta nos fornecerá. Um alerta já nos foi dado por Heisenberg quando mostrou que, nos experimentos científicos, o que vemos não é a natureza em si, mas a natureza submetida ao nosso modo peculiar de interrogá-la."

Um exemplo do problema exposta acima, segue abaixo.

Quando você está andando sobre um trilho de trem, apenas dois pontos lhe interessam: latitude e longitude; quando você está sobrevoando uma localidade, mister se faz conhecer também a altitude; a estas coordenadas físicas foi adicionado por Einstein, o "tempo", no que se costuma chamar "espaço-tempo"; mas de qualquer forma este tempo ninguém consegue explicar satisfatoriamente o que seja, pois cito aqui algumas experiências ligadas ao tempo que não têm explicação científica:

Veja o exemplo de algumas premonições famosas registradas tão-somente pela criação literária:

"Como pode Jonathan Swift prever, nas Viagens de Gulliver, que o planeta Marte tinha duas luas, e que estas giravam uma em sentido contrário da outra, mais de um século antes que a ciência descobrisse? Como soube Julio Verne, na sua Viagem à Lua, com uma antecipação equivalente à de Swift, que a conquista da Lua seria feita por um veículo americano, tripulado por três homens, que sairia da Flórida para uma viagem de três dias e no seu retorno cairia no mar? E como foi que H. G. Wells, em sua novela The World Set Free, descreveu uma guerra que seria travada nos anos 50, em que bombas atômicas do tamanho de uma bola de futebol seriam lançadas de aviões e teriam poder explosivo suficiente para destruir uma cidade inteira? Isto em 1913, quando não se tinha ideia do que fosse uma reação em cadeia nem se sabia que o átomo podia ser desintegrado, liberando uma energia fantástica. E, finalmente, para não nos estendermos demasiado na enumeração desses fatos, como foi possível que o obscuro escritor norte-americano Morgan Robertson, em seu romance denominado Futility, de 1898, descrevesse o naufrágio de um grande navio denominado Titan, que afundava em sua viagem inaugural entre a Inglaterra e os Estados Unidos pelo choque com um iceberg, com centenas de mortos em consequência da falta de barcos salva-vidas? Essa obra descrevia com tal riqueza de detalhes o navio, a viagem e o que veio a acontecer em 1912 com o naufrágio do Titanic, que deveria ser objeto de profundas ponderações por parte de qualquer pessoa que se proponha a estudar seriamente o que seja o tempo."

A matemática, elegantemente, acrescentou o zero em suas contas, quando descobriu que precisa de um símbolo para representar o resultado da subtração de dois números iguais. Depois criou os números fracionários quando precisou especificar a divisão de dois números quando o resto não era um inteiro. Criou os números negativos para representar bi-polaridades. Depois criou um número imaginário para representar a raiz quadrada de um número negativo. E criou tantas outras coisas, que só fazem sentido no uso da matemática per si.

Traçando um paralelo com a matemática, então, conseguimos delimitar muito bem o nosso espaço físico de três dimensões; mas a teoria da relatividade agregou matematicamente uma nova variável, de forma que temos agora 3 dimensões de espaço e uma de tempo - o que soa um tanto estranho -, pois se tivéssemos 3 variáveis de espaço e três variáveis também de tempo, talvez os eventos dos exemplos acima pudessem ter uma explicação mais lógica dentro da então não-linearidade do tempo.

O exemplo do tempo é um dos problemas que o paradigma da ciência atual enfrenta.

E na acupuntura?

Nossa ciência atual diz que os elétrons fluem por dentro de nervos, levando estímulos para todo o corpo e provocando reações físico-químicas, que se transformam em efeitos fisiológicos. Esta mesma ciência não consegue aceitar que existam canais invisíveis pelo corpo no qual circula uma energia chamada Qi e que está em harmonia com o restante do espaço a sua volta. Dentro do seu paradigma atual, esta ciência faz perguntas pré-elaboradas para encontrar respostas que sua mente cartesiana aceita sem tantos traumas. Então, neste contexto, ela descobre que uma agulha de acupuntura estimula nervos, que por sua vez liberam substâncias, que em última estância produzem analgesia. Claro, agora fica bem mais fácil de aceitar e comprovar cientificamente a acupuntura; mas então deixou de ser acupuntura, não é mesmo?

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